Saúde No Tempo do Fim
Diabetes e as Gorduras

 Publicado em:  30/6/2009 

Diabetes e as Gorduras

 

 

 

Estudos recentes têm revolucionado descobertas com relação a esta doença. Foram pesquisados dois grupos de pessoas: pessoas sadias e diabéticas do tipo 2. Verificou-se após análises de sangue que havia pessoas diabéticas com a mesma quantidade e às vezes até mais insulina do que as pessoas sadias, concluindo-se que o problema principal no diabético tipo 2 não era a escassez de insulina.

 

Verificou-se que um mecanismo localizado na porta das células denominado campainhas ou receptores não estavam sendo acionados para que a porta das células abrissem e assim a glicose pudesse adentrar e ser usada com combustível. Somente algumas células conseguiam usar corretamente a glicose e onde a glicose não era utilizada, batia na célula e voltava para o sangue causando os diversos problemas decorrentes do excesso de glicose no sangue ( olhos, coração, rins, circulação, impotência, neuropatias). 

 

As campainhas foram analisadas e pesquisadas. Quem aperta as campainhas (receptores) é a insulina. Constatou-se que as campainhas estavam  emperradas, e não  sinalizavam para a célula a necessidade de permitir a entrada da glicose (açúcar). Com o tempo a insulina escasseava por exaustão do pâncreas. Com isso, o diabetes complica-se mais e mais.

 

Os cientistas, após vários estudos com grupos de diabéticos, constataram que o principal problema que emperrava as campainhas eram as gorduras em excesso.  A gordura emperra a campainha e impede a entrada do açúcar na célula. Como conseqüência, acumula-se no sangue e o excesso é eliminado pela urina.

 

O cuidado e o tratamento do diabetes deve ser direcionado para as gorduras e não tanto para o açúcar, é lógico, que o excesso de açúcar não fará nenhum bem.  Para restaurar o funcionamento dos receptores (campainhas), o diabético deve fazer a desintoxicação orgânica, por um período de tempo adequado com acompanhamento de um terapeuta naturista e, a seguir, incorporar uma dieta rica em fibras, livre da gorduras de origem animal.

 

A retirada da gordura (carnes vermelhas, brancas e alimentos refinados) facilita essa função da célula. Ao mesmo tempo deve o diabético fazer mais exercícios físicos. O exercício aumenta a necessidade de energia e esta necessidade estimula os genes celulares a produzir novas campainhas, e estas livres de gordura, passam a funcionar perfeitamente, permitindo à insulina o seu trabalho de apertá-la e franquear a entrada do açúcar nas células.

 

Frutas, verduras, cereais integrais associados a exercícios adequados, farão muito na recuperação do diabético.

 

 

Alvos nutricionais para os diabéticos (Ver na Bíblia Gênesis 1:29).

 

 

 

1- Controle de açúcar no sangue:

 

 

Através de uma dieta rica em hidratos de carbono     arroz integral, aveia, frutas, castanhas e vegetais) controla-se o açúcar no sangue. Outra maneira de controlar a glicose é a redução do peso. 80% dos diabéticos do tipo II são obesos. Quando se baixa a quantidade de açúcar no sangue, o resultado é a normalização do metabolismo do colesterol, o que contribui para evitar os riscos de ataques cardíacos.

 

Se o diabético continuar a comer alimentos refinados  (arroz branco, macarrão branco, pão francês, bolachas sem ser integrais e qualquer tipo de carne), a quantidade de açúcar nestes alimento é muito grande e, como o diabético não consegue utilizar bem esta glicose, ela será transformada em gordura e ficará como se fosse uma cera no sangue, prejudicando a circulação, principalmente nos membros inferiores, além de se depositar no coração, rins e nos olhos, trazendo os vários transtornos que o diabético enfrenta.

 

 

 

2- Controle de lípídios:

 

 

Controlar o colesterol LDL. O nível ideal deve ser de 100 a 120 mg, ou menos.

 

Recomenda-se aos diabéticos se absterem do consumo de qualquer carne( vermelha e branca) e do álcool. Os óleos de peixe inibem a produção de insulina e prejudica a circulação.

 

Evitar ácidos graxos saturados: óleo de coco, óleo de palmeira, produtos animais, chocolates, óleo de semente de algodão e óleo de abacate.

 

O nível ideal de triglicerídeos deve ser de menos de 170mg. Com o nível de 100mg, segundo um estudo sueco, demonstrou que o risco de um ataque cardíaco é reduzido em duas vezes.

 

Uma dieta rica em fibras ajuda a reduzir o nível de triglicerídeos no sangue. Recomenda-se o consumo de 75g de aveia integral por dia. Usar também o germe de trigo, pois é rico em zinco, elemento constituinte do hormônio da insulina.

 

 

3- Controle do peso:

 

O controle do peso proporciona a redução do açúcar, colesterol LDL, triglicerídeos e pressão alta. Cada kg de gordura  perdido diminui a pressão arterial em 1mm. Com o consumo de apenas uma colherinha de sal por dia, estará baixando a pressão em 5 a 10mm.

 

A alimentação natural(integral), ovo-lacto-vegetariana, é rica em fibras e faz com que a necessidade de insulina seja reduzida, bem como a quantidade de açúcar.

 

Com essas orientações, o insulino-dependente poderá reduzir ou até eliminar a insulina.

 

Outro problema enfrentado pelo diabético e que é quase impossível de prevenir é a neuropatia. A neuropatia é o resultado da perda progressiva do isolamento de proteção que cobre a maioria dos nervos. Como resultado o diabético sente comichão, pruridos e ardor nos pés. Podem acontecer dores nos membros inferiores, especialmente à noite.

 

Existe uma evidência científica que diz que quantidades adequadas de nugital (um tipo de vitamina B), podem ajudar a reduzir os riscos desse problema. Uma dieta rica em grãos integrais e vegetais em lugar da carne é melhor maneira de obter este tipo de vitamina B.

 

 

Colaboração: Rômulo José Carvalho, Terapeuta naturista

 

romuloterapeuta@gmail.com

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