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Publicado em: 23/4/2008
Capítulo 19 de Apocalipse
Este capítulo descreve a
vitória definitiva de Cristo sobre Babilônia, que é eternamente extinta, e
também estende a todos os seres humanos, dois convites.
O primeiro é para as bodas
do Cordeiro; o segundo para o banquete das aves de rapina. Cabe, a cada um de
nós, decidir em que banquete vai estar. Aqui também se encerram as profecias que
dizem respeito à batalha entre o bem e o mal, ou entre Cristo e Satanás.
A Vitória Final de Cristo
Apocalipse 19:1 – “Depois
destas coisas, ouvi no céu como que uma grande voz de numerosa multidão, que
dizia: Aleluia! A salvação e a glória e a honra e o poder pertencem ao nosso
Deus”.
Apocalipse 19:2 – “Pois
verdadeiros e justos são os seus juízos. Julgou a grande prostituta, que havia
corrompido a terra com a sua prostituição, e das mãos dela vingou o sangue dos
seus servos.”
Apocalipse 19:3 – “E outra
vez clamaram: Aleluia! E a fumaça dela sobe para todo o sempre”.
Apocalipse 19:4 – “Os vinte
e quatro anciãos, e os quatro seres viventes, prostraram-se e adoraram a Deus,
que está assentado no trono, dizendo: Amém. Aleluia!”
O Céu festeja a vitória de
Cristo sobre “a grande prostituta” que corrompeu a Terra. Enquanto na Terra, os
reis, os mercadores e os navegantes que seguiram a Babilônia gemerão três “ais”,
os habitantes do Céu, pronunciarão três “aleluias”. Em todo o Novo Testamento
não encontramos o termo “aleluia”, senão neste capítulo.
A salvação é uma atribuição
exclusiva do Senhor.
Glória: Houve um tempo em
que Deus parecia ter sido derrotado pelos poderes da Terra. O mundo parecia
estar vencendo e os princípios de Deus tidos como ultrapassados e até motivo de
chacota. Mas Seus inimigos de todos os tempos foram completamente derrotados.
Poder:
Por algum tempo, o poder do
mal parecia estar no comando da Terra. Mas, agora temos a certeza, a salvação, a
glória e o poder pertencem ao Senhor. Seu nome é plenamente vindicado e
glorificado pelos séculos dos séculos!
Apocalipse 19:5 – “Então
saiu do trono uma voz, que dizia: Louvai o nosso Deus, vós, todos os seus
servos, e vós que O temeis, assim pequenos como grandes”.
Apocalipse 19:6 – “Também
ouvi uma voz como a de uma grande multidão, como a voz de muitas águas, e como a
voz de fortes trovões, que dizia: Aleluia! Pois já reina o Senhor nosso Deus, o
Todo-Poderoso”.
Depois do primeiro coro de
alegria pela queda da Babilônia, uma voz do trono convidará os habitantes do Céu
para um louvor ainda maior ao nome de Deus. Segundo o profeta, esse coro será
como “a voz de uma multidão”.
Quando subjugar todos os
Seus inimigos, então Ele reinará, em verdade, no mundo através de Jesus.
Apocalipse 19:7 –
“Regozijemo-nos, e exultemos, e demos-lhe a glória! Pois são chegadas as bodas
do Cordeiro, e já a Sua noiva se aprontou”.
Em Apocalipse 21:9, a noiva
é definida como a Cidade Santa, a Nova Jerusalém. Em outras passagens, a igreja
é chamada de noiva. Será uma contradição? A cidade é a noiva, mas uma cidade sem
habitantes é apenas um amontoado de casas e ruas. São as pessoas que ocupam
essas casas que fazem da cidade o que ela é. A cidade santa não é mencionada no
Apocalipse como a noiva, até que os santos já a estejam ocupando.
Enquanto a noiva está se
aprontando, o Noivo está preparando um lugar para ela (João 14:1-3). Durante o
intervalo em que estão separados, a noiva deve ficar pronta.
Agora, ela é vista em toda
a sua beleza – a beleza que irradia do Evangelho, que vem de Cristo. Ela está
vestida “de linho finíssimo, resplandecente e puro. “Porque o linho finíssimo
são os atos de justiça dos santos” (Apoc.19:8).
Apocalipse 19:9 – “E
disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do
Cordeiro. E disse-me ainda: Estas são as verdadeiras palavras de Deus”.
Terminando Seu ministério,
Jesus vem perante o “Ancião de Dias” para receber o reino e o domínio pelos
quais morreu (Dan.7:13). Isto representa, na realidade, as bodas do Cordeiro e
ocorre antes que Ele volte a Terra para buscar os Seus súditos, os quais,
arrebatados para encontrá-lo, são então levados para “as bodas do Cordeiro” na
casa do Pai.
Jesus disse: “Estejam
cingidos os vossos lombos e acesas as vossas candeias. E sede vós semelhantes
aos homens que esperam o seu senhor quando houver de voltar das bodas”
(Luc.12:35 e 36). Ver também o livro O Grande Conflito, págs.426-428.
O Espírito da Profecia
Apocalipse 19:10 – “Então
me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: Olha, não faças isso! Sou
conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus! Pois
o testemunho de Jesus é o Espírito da Profecia”.
Somente Deus é merecedor da
nossa adoração. A adoração a qualquer outro ser constitui idolatria.
O testemunho de Jesus é
definido como o “Espírito de Profecia”. O Espírito, isto é, o Espírito Santo, é
o inspirador do homem. A profecia é a revelação antecipada daquilo que está por
acontecer. E o profeta é o agente humano que fala por inspiração.
O apóstolo Pedro esclarece
bem isso, nestas palavras: “Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de
homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito
Santo” (II Pe.1:21).
Através do dom de profecia,
Jesus tem Se comunicado com o homem, desde que ele caiu em pecado. O sonho de
Jacó ilustra como o Filho de Deus Se tornou uma escada simbólica de acesso ao
Céu e do Céu a Terra; do homem a Deus e de Deus ao homem.
Como, porém, o Mediador era
em tudo semelhante a Deus, também Ele não podia comunicar-Se pessoalmente com o
homem da parte de Deus. Foi então que surgiu a necessidade do Dom de Profecia,
pelo qual o Mediador pode entender-Se perfeitamente com o homem e transmitir-lhe
as revelações da vontade de Deus.
Surgiram os profetas. Eles
foram escolhidos e preparados por Deus para a sagrada missão. Assim
manifestou-se, por intermédio deles, o Testemunho de Jesus ou o Espírito de
Profecia.
Desde a Sarça Ardente em
que Deus falou a Moisés, toda a história de Israel está repleta de manifestações
do Dom de Profecia.
Na jornada pelo deserto,
nos dias de Josué, no período dos Juízes, na época dos reis do reino unido e do
reino dividido, durante e depois do cativeiro, não faltou ao povo de Deus a luz
da revelação do Dom de Profecia.
Com freqüência era o povo
de Israel instruído, aconselhado, repreendido e advertido por homens e até por
mulheres que lhe falavam da parte de Cristo.
João Batista é o primeiro
profeta no Novo Testamento. Foi exatamente ele que apresentou o Salvador como “o
Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”.
A Bíblia revela que o dom
de profecia deveria permanecer até a segunda vinda de Cristo (I Cor.1:7; Efés.
4:8,11), sendo que o apóstolo Paulo o considera como o principal de todos os
dons (I Cor.14:1).
Aos tessalonicenses, ele
escreveu advertindo: “Não extingais o Espírito. Não desprezeis as profecias” (I
Tess.5:19-20).
Jesus, O Grande General
Vitorioso
Apocalipse 19:11 – “Vi o
céu aberto, e apareceu um cavalo branco. O seu cavaleiro chama-se Fiel e
Verdadeiro, e julga e peleja com justiça”.
O profeta contempla o Filho
de Deus, deixando o Céu e dirigindo-Se a Terra num cavalo branco. Esta é uma
cena apenas simbólica, pois Jesus não necessitou de cavalo para subir da Terra
ao Céu e é evidente que não necessitará para voltar a ela.
A cena representa Jesus
como um grande general apressando-Se com Seus exércitos para derrotar Seus
inimigos nas planícies do Armagedom. O cavalo branco, nos dias desta visão, era
um símbolo de vitória, de triunfo na guerra, o que assegura a vitória de Cristo
sobre todos os Seus adversários.
Fiel e Verdadeiro: Nesta
guerra de extermínio dos malfeitores, Jesus será “Fiel e Verdadeiro”. Ele
cumprirá contra Seus opositores todas as advertências contidas antecipadamente
nas profecias. Cumprirá infalivelmente tudo o que fora prometido em Sua palavra
inspirada.
E ainda mais: Vai julgar os
Seus renitentes perseguidores “com justiça”. Ele lhes fará uma guerra de juízo e
justiça, para dar-lhes todas as retribuições merecidas por sua rebelião contra a
Lei de Deus.
Apocalipse 19:12 – “Os seus
olhos eram como chama de fogo, e sobre a Sua cabeça havia muitos diademas. Ele
tinha um nome escrito, que ninguém sabia senão Ele mesmo”.
Como em Apocalipse 1:14 e
2:18, aqui é dito que os Seus olhos são “como chama de fogo”. A expressão
significa que a onisciência divina observa tudo, capta até as más intenções do
coração humano.
Os diademas que aparecem
nesta visão estão sobre a mesma cabeça que recebeu na Terra uma coroa de
espinhos. Por essa razão, com a cabeça coberta com os diademas de um vencedor,
Cristo Se apresentará na última batalha contra os Seus inimigos.
Naquele dia Jesus terá um
nome que só Ele o saberá. Conhecemos muitos de Seus nomes revelados nas
Escrituras. Mas, um deles, o que Ele terá na guerra contra os Seus inimigos, é
privativo dEle apenas.
Apocalipse 19:13 – “Estava
vestido com um manto salpicado de sangue, e o nome pelo qual se chama é o Verbo
de Deus”.
Jesus virá para juízo e
justiça. Isso está em harmonia com Suas vestes salpicadas de sangue preditas
pelo profeta Isaias: “Pisei-os na Minha ira, e os esmaguei no Meu furor; o seu
sangue salpicou as Minhas vestes, e manchei toda a Minha roupa.” (Isa. 63:3).
Esta impressionante figura
de linguagem proclama a justiça de Deus sobre os que resistiram a todos os Seus
insistentes apelos.
Eternamente, Jesus será “a
Palavra de Deus”. Ele tem a mente do Pai. Tudo quanto Jesus realiza no Céu e na
Terra, o Pai é quem faz por Seu intermédio. A mais perfeita união é aqui
revelada. A Palavra de Deus é a expressão absoluta do que Cristo é.
Apocalipse 19:14 –
“Seguiam-no os exércitos que estão no céu, em cavalos brancos, e vestidos de
linho fino, branco e puro”.
Apocalipse 19:15 – “Da sua
boca saía uma espada afiada, para ferir com ela as nações. Ele as regerá com
vara de ferro. Ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do Deus
Todo-Poderoso”.
Três Símbolos de Juízo
A espada aguda: Quando
Jesus falou no jardim, Seus inimigos caíram por Terra (João 18:5 e 6). Sua
Palavra golpeia e mata. O poder é irresistível. A palavra falada de Deus
é mais terrível em seus efeitos do que qualquer arma criada pelo homem.
A vara de ferro: É um
símbolo do poder que Cristo exercerá sobre as nações rebeldes. “Ele mesmo as
regerá”. Isso não quer dizer que Cristo governará as nações atuais, mas que Ele
as destruirá – eliminará aqueles que se opuserem ao estabelecimento do Seu Reino
(Sal. 2:9).
O lagar: É uma expressão
que simboliza a justa ira de Deus que será exercida contra os transgressores.
Apocalipse 19:16 – “No
manto, sobre a sua coxa tem escrito o nome: Reis dos reis, e Senhor dos
senhores”.
Apocalipse 19:17 – “Então
vi um anjo em pé no sol, o qual clamou com grande voz a todas as aves que voavam
pelo meio do céu: Vinde, e ajuntai-vos para a ceia do grande Deus”,
Apocalipse 19:18 – “para
comerdes carnes de reis, carnes de poderosos, carnes de cavalos e seus
cavaleiros, carnes de todos os homens, livres e escravos, pequenos e grandes”.
O convite do anjo desta vez
não é feito aos homens, porque já terão sido destruídos pelo resplendor da
presença de Cristo. Mas será feito a todas as aves do Céu. O profeta Jeremias
escreveu: “Serão os mortos do Senhor, naquele dia, desde uma extremidade da
terra até a outra.” (Jer. 25:33).
Enquanto no Céu se realiza
a “ceia das Bodas do Cordeiro”, na Terra, tomará lugar o banquete das aves do
Céu. Aqueles que aceitaram o convite de Deus participarão da ceia juntamente com
o Salvador, enquanto os que rejeitaram o mesmo convite proporcionarão, com seus
próprios corpos, uma ceia às aves de rapina.
Deste modo, os que buscaram
assassinar a Palavra de Deus, serão mortos por ela. Enquanto Cristo volta para o
Céu levando consigo os remidos, as aves do Céu devoram os corpos dos que foram
mortos.
Eles foram mortos pela
espada aguda. Somente reviverão após mil anos, quando receberão os efeitos da
eterna destruição.
Que fim humilhante para o
orgulho, a pompa, o poder e a nobreza daqueles que decidiram desafiar o governo
do Céu!
O Último e Desesperado
Ataque dos Inimigos de Deus
Apocalipse 19:19 – “E vi a
besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos, para guerrearem contra
Aquele que estava montado no cavalo, e o Seu exército”.
Segundo a profecia, a besta
se unirá aos reis da terra e seus exércitos “para guerrearem contra
Aquele que estava montado no cavalo e o Seu exército”.
Em Apocalipse 16:13 e 14,
lemos que a besta, inspirada por espíritos de demônios, terá parte preponderante
no preparo do Armagedom. Aqui é dito que ela estará ao lado dos que tentarão
guerrear contra o Filho de Deus.
Apocalipse 19:20 – “E a
besta foi presa, e com ela o falso profeta que diante dela fizera os sinais com
que enganou os que receberam o sinal da besta, e os que adoraram a sua imagem.
Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre”.
O falso profeta é
plenamente identificado com a besta de dois chifres de Apocalipse 13, que é o
protestantismo apostatado. Um falso profeta, para não ser desmascarado,
introduz-se com um “Assim diz o Senhor”, sem que o Senhor lhe tenha incumbido de
dar qualquer mensagem. O Senhor nada tem com ele.
Assim, ambos, a besta e o
falso profeta, serão presos e desmascarados como poderes eclesiásticos inimigos
de Cristo. E, afinal, serão lançados “vivos no lago de fogo que arde com
enxofre”, no fim do milênio. O mundo estará eternamente livre deles.
Logo, a besta e o falso
profeta – os dois grandes sistemas enganadores deste mundo – serão finalmente
lançados no fogo consumidor de Deus, e os ímpios, por tanto tempo ousados e
desafiadores, serão então destruídos “pelo resplendor de Sua vinda”.
Apocalipse 19:21 – “Os
demais foram mortos pela espada que saía da boca do cavaleiro, e todas as aves
se fartaram das suas carnes”.
Os dias em que vivemos são
dias de preparo. Enquanto o povo de Deus está se preparando para encontrar o seu
Senhor, as nações da Terra estão se preparando para a grande guerra que virá.
Os convites foram feitos.
Para fazer parte das bodas do Cordeiro, é preciso estar vestido apropriadamente
com as “vestes de justiça”. Para fazer parte do banquete das aves de rapina,
basta continuar vestido com os “trapos de imundície”.
É tempo de decidir! Que
roupa você usará? Roupa simboliza o caráter; que tipo de caráter você está
desenvolvendo?
Texto da Jornalista
Graciela Érika Rodrigues, inspirado na palestra do Advogado Mauro Braga.
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