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Publicado em: 16/4/2008
Capítulo 17 de Apocalipse
A Condenação da Falsa Igreja
Mulher em profecia significa Igreja. O capítulo 12 de Apocalipse apresenta uma
mulher cujos símbolos que a representam não deixam dúvidas quanto a ser a
verdadeira Igreja de Deus.
Mas, neste capítulo, uma outra mulher é apresentada. Uma mulher “vestida de
púrpura e de escarlate e adornada com ouro, pedras preciosas e pérolas”. Uma
mulher, que tem em sua mão “um cálice de ouro cheio das abominações e da
imundícia da sua prostituição”.
Uma mulher com a qual “se prostituíram os reis da Terra”; que embebeda os
habitantes da Terra “com vinho da sua prostituição”; que “está embriagada com o
sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus”.
Uma mulher denominada de “a grande Babilônia, a mãe das prostituições e das
abominações da terra”. Enfim, uma mulher “montada numa besta escarlate, que
estava cheia de nomes de blasfêmias, e que tinha sete cabeças e dez chifres”.
A profecia não deixa dúvidas de que esta mulher é a Igreja de Roma.
Apocalipse 17:1 – “Veio um dos sete anjos que tinham as sete taças e me disse:
Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta que está assentada sobre
muitas águas”.
O apóstolo João descreve a cena em que um anjo se aproxima e o leva a uma visão
da condenação da “A grande prostituta” – Assim é declarada esta Igreja porque
foi infiel ao Senhor Jesus Cristo. Adulterou, tornando-se amante da idolatria.
Apocalipse 17:2 – “Com ela se prostituíram os reis da terra, e os que habitam na
terra se embebedaram com o vinho da sua prostituição”,
Esta tem sido a história da igreja de Roma, desde o quarto século até nossos
dias. Deixou de ser uma igreja para ser um Estado em meio aos Estados do mundo.
Sua influência entre os governos da Terra, com raras exceções, é a mais poderosa
de todas as influências humanas.
E, como igreja, não está ligada ao Estado por afinidades espirituais, mas por
finalidades políticas, isto é, para fazer do Estado um instrumento de sua
política sob o véu da religião.
Uma pessoa embriagada tem sua mente entorpecida pela ação do álcool. Perde-se a
razão e o domínio próprio, e a mente se torna totalmente indefesa.
Mas o que é, afinal, o “vinho da sua prostituição?” Sabemos que a “mulher” aqui
é a igreja que se prostituiu por abandonar a verdade de Cristo. Portanto, é o
seu corpo de falsas doutrinas que constitui o “vinho da sua prostituição”, com o
qual “os habitantes da Terra se embebedaram”.
Embriagadas com o vinho servido pela “grande prostituta”, as multidões da Terra
não podem entender as verdades do evangelho. Suas mentes estão embotadas pelo
vinho dos enganos da “grande Babilônia” e, por mais clara que seja a verdade de
Cristo, seus olhos e ouvidos não podem vê-la e aceitá-la.
Apocalipse 17:3 – “Então o anjo me levou em espírito a um deserto, e vi uma
mulher montada numa besta escarlate, que estava cheia de nomes de blasfêmia, e
que tinha sete cabeças e dez chifres”.
A mulher santa do capítulo 12, que representa a igreja de Cristo, foi vista nas
alturas dos Céus. A mulher deste capítulo 17, a “grande prostituta”, foi vista
no deserto, lugar da habitação dos demônios.
A besta de cor escarlate sobre a qual a mulher está montada tem todas as
características do dragão vermelho do capítulo 12 e muita semelhança com a besta
do capítulo 13.
O dragão, diz a profecia, é Satanás no controle do Império Romano, sendo também
Roma-pagã. A besta do capítulo 13, que recebera poder do dragão, é Roma-papal,
sucessora de Roma-pagã. Assim podemos ter uma idéia da besta sobre a qual a
igreja de Roma fora vista “montada”.
Blasfêmias são palavras que ofendem a Deus. A besta sobre a qual a mulher está
montada age desta forma. Proclamar -se intermediário entre o povo e Deus e
afirmar que pode perdoar pecados são algumas das blasfêmias cometidas por esta
igreja prostituta.
Mãe das Prostituições da Terra
Apocalipse 17:4 – “A mulher estava vestida de púrpura e de escarlate, e adornada
com ouro, pedras preciosas e pérolas. Tinha na mão um cálice de ouro cheio das
abominações e da imundícia da sua prostituição”.
Há mais de dois mil anos, João descreveu exatamente as cores das roupas usadas
pelos líderes desta Igreja. Púrpura e escarlate são as cores predominantes na
indumentária dos cardeais da igreja de Roma.
Os adornos de “ouro, pedras preciosas e pérolas” mostram a riqueza desta igreja
milenar. Cumprem-se, um a um, os detalhes da profecia.
A igreja que se arroga ser depositária da verdade, serve em taça de ouro
abominações e imundícias resultantes da sua prostituição. A aparência do que ela
apresenta é bonita, atraente, reluzente: Grandes catedrais, as igrejas ou
templos maiores e mais bonitos do mundo, entre todas as religiões (daí o ouro);
mas, o conteúdo da taça de ouro é abominável: Falsas doutrinas, prostituições e
adultérios (espiritualmente falando, na Bíblia, a idolatria é vista como traição
a Deus – nosso Criador e Salvador).
Apocalipse 17:5 – “E na sua testa estava escrito: Mistério, a grande Babilônia,
a mãe das prostituições e das abominações da terra”.
A testa é a sede da razão e da consciência. Isto significa que a liderança da
igreja de Roma tem plena consciência do que a profecia diz a seu respeito. O
apóstolo Paulo se referiu ao “mistério” da grande Babilônia, denominando-o de
“mistério da injustiça” (II Tess. 2:7).
Não era um mistério Roma-pagã perseguir a Igreja Cristã. Mas, uma igreja que se
dizia cristã, embriagar-se “do sangue dos santos e do sangue das testemunhas de
Jesus”, isso é verdadeiramente um mistério.
Comparando a igreja de Roma com a antiga Babilônia, a revelação faz uma drástica
denúncia ao responsabilizá-la pela corrupção da fé cristã. A antiga Babilônia é
reconhecida por dominar as consciências humanas, impondo a idolatria e uma
religião que tinha por fundamento a salvação pelas obras ao invés da salvação
pela fé instituída no plano de Deus. Desse modo, Roma é a Babilônia do
Apocalipse.
Quem são estas “prostitutas”, das quais a igreja de Roma é a mãe? As filhas são
as igrejas protestantes que com ela comungam em muitos pontos de doutrinas.
A Babilônia “mãe” e suas filhas são acusadas de provocarem a confusão reinante
no seio do cristianismo, com suas centenas de denominações e falsas doutrinas.
Apocalipse 17:6 – “Vi que a mulher estava embriagada com o sangue dos santos e
com o sangue das testemunhas de Jesus. Quando a vi, admirei-me com grande
espanto”.
Na Inquisição, os seguidores fiéis da palavra de Deus foram perseguidos e
assassinados. Cada detalhe da profecia é comprometedor contra a igreja de Roma.
A revelação de Deus denuncia esta instituição como anticristã.
Apocalipse 17:7 – “Então o anjo me disse: Por que te admiras? Eu te direi o
mistério da mulher, e da besta que a leva, a qual tem sete cabeças e dez
chifres”.
Por que João ficou admirado? Certamente não era em face da perseguição ao povo
de Deus, afinal ele havia testemunhado a feroz perseguição do poder romano
contra Jesus.
A grande questão é que essa perseguição anterior vinha da Roma-pagã, inimiga
declarada de Cristo. Agora, ele via uma igreja nominalmente cristã perseguindo
cristãos verdadeiros.
União Igreja & Estado
Apocalipse 17:8 – “A besta que viste era e já não é, e subirá do abismo, e irá à
sua destruição. Os que habitam na terra (cujos nomes não estão escritos no livro
da vida desde a fundação do mundo) se admirarão, vendo a besta que era e já não
é, mas que virá [agora é]”.
Aparentemente, este texto pode parecer um tanto confuso; mas, existe uma
explicação lógica para o verso. Nunca é sábio ser dogmático quando se estuda
profecias não cumpridas. Um princípio bíblico é claro: Jesus disse: disse-vos
agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós creiais (João 14:29).
Os acontecimentos, quando ocorrerem, sem dúvida esclarecerão muitas dessas
passagens difíceis. Alguns estudiosos sustentam que se pode dizer que a besta,
ou poder político do papado era de 538 a 1798; já não era de 1798 a 1929; mas
que virá.
A mulher representa o poder eclesiástico; a besta, o poder político. Neste
símbolo, encontramos completa união entre igreja e o Estado, e todos cujos nomes
“não estão escritos no livro da vida” ficam admirados ao testemunhar o
surgimento e influência deste tremendo poder político-religioso descrito como “a
besta que era, e que já não é, mas que virá”.
Apocalipse 17:9 – “Aqui é necessário a mente que tem sabedoria. As sete cabeças
são sete montes, sobre os quais a mulher está assentada.”
A Bíblia revela o local ou sede da Igreja Prostituta: Roma, a cidade edificada
sobre sete montes, chamada de “a cidade das 7 colinas”, denominadas: Aventino,
Palatino, Quirinal, Viminal, Ceoli, Janículo e Esquilino. Assim, em primeiro
plano, as sete cabeças apontam para a cidade de Roma.
Apocalipse 17:10 – “São também sete reis. Cinco já caíram, um existe, o outro
ainda não é chegado. Quando vier, convém que dure um pouco de tempo”.
Em segundo plano, as sete cabeças da besta “são também sete reis”. Ao tempo em
que esta profecia teve sua especial aplicação, cinco das sete cabeças da besta
já haviam “caído”.
Embora possa não ser sábio mostrar-se dogmático sobre a identificação dessas
cabeças, é significativo que há sete diferentes e distintos poderes introduzidos
nas Escrituras pelos símbolos proféticos.
Estes estão claramente indicados: Babilônia (o leão, Dan.7:4); Pérsia (o urso,
Dan.7:5); Grécia, o leopardo, Dan.7:6); Roma-pagã (a besta com dez chifres, Dan.7:7);
Roma-papal, ou eclesiástica (a besta com sete cabeças de Apocalipse 13 e também
a ponta pequena de Dan.7:8; Apoc.13:2, 5); Democracia ou os EUA (a besta com
dois chifres que fará uma imagem à besta, Apoc.13:11-14) e a última grande
confederação do mal (a besta escarlate, Apoc.17:3).
Apocalipse 17:11 – “A besta que era e já não é, é o oitavo rei. Pertence aos
sete, e vai à sua destruição”.
O poder romano é um só, quer na fórmula pagã quer na papal; a besta é um único
poder e suas sete cabeças a representam em toda a sua história. Desse modo, o
poder revitalizado do papado é a sétima das sete cabeças da besta. E quando, por
um breve tempo, a besta e o falso profeta unirem seus poderes, constituirão o
“oitavo rei”.
Apocalipse 17:12 – “Os dez chifres que viste são dez reis que ainda não
receberam o reino, mas receberão a autoridade, como reis, por uma hora,
juntamente com a besta.”
Apocalipse 17:13 – “Estes têm um mesmo intento, e entregarão o seu poder e
autoridade à besta.”
Esses assim chamados reis têm um mesmo intento, e entregarão o seu poder e
autoridade à besta. Esta grande nova confederação de poder político e
eclesiástico tem pouca duração (cerca de uma hora profética).
Isaías 8:9-15 fala a respeito de uma confederação que existirá nos últimos dias,
a qual equivale à declaração acerca de dez reis com apenas um propósito.
Apocalipse 16:13-14 fala acerca de três espíritos imundos que reúnem os reis do
mundo inteiro para a batalha do Armagedom.
Apocalipse 17:14 – “Guerrearão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá,
porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também os que estão
com ele, chamados eleitos e fiéis”.
Apocalipse 17:15 – “Então o anjo me disse: As águas que viste, onde se assenta a
prostituta, são povos, multidões, nações e línguas.”
Apocalipse 17:16 – “A besta e os dez chifres que viste são os que odiarão a
prostituta, e a tornarão desolada e nua, e comerão as suas carnes, e a queimarão
no fogo”.
Um dia, os que foram enganados pelos falsos mestres religiosos terão um triste
despertar, e se voltarão contra os que os ludibriaram. Eles ficarão furiosos
pela maneira errônea com que foram orientados, e deixarão de apoiar a igreja de
Roma.
Apocalipse 17:17 – “Pois Deus lhes pôs no coração o realizarem o intento dele,
concordando dar à besta o poder de reinar, até que se cumpram as palavras de
Deus”.
Apocalipse 17:18 – “A mulher que viste é a grande cidade que reina sobre os reis
da terra”.
Alguma forma de religião apostatada sempre tem sido usada pelo inimigo para
manipular o poder civil, tentando atrapalhar os planos de Deus e criando
dificuldade para Seu povo. Durante os tempos modernos o povo de Deus tem tido
descanso de perseguições governamentais.
Em breve, a ferida mortal estará plenamente curada e a besta vai recobrar todo
seu poder e o mundo a seguirá. O falso profeta começará a falar como dragão e
todos os outros eventos acontecerão sucessivamente.
Nenhum filho fiel à Palavra de Deus será pego de surpresa; muito pelo contrário,
o cumprimento das profecias bíblicas irá mais uma vez confirmar a fé em Jesus e
em Sua breve e certa volta.
Texto da Jornalista Graciela Érika Rodrigues, inspirado na palestra do advogado
Mauro Braga.
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