BÍBLIA

 

A INFLUÊNCIA BÍBLICA

Salmo 119:50

 

Você já ouviu alguém dizer que era um desgraçado inveterado, um incômodo para o mundo e para a sociedade, até o dia em que começou a estudar matemática e aprendeu a tabuada de multiplicar, tornando-se, desde então, feliz, como que sentindo um desejo imenso de cantar continuamente por ter a alma cheia de paz e de triunfo?

Você já ouviu alguém atribuir o seu libertamento da intemperança, do vício e do pecado à ciência da matemática ou à geologia? Milhares, porém, podem dizer: "Eu era um perdido; quebrei o coração de minha pobre mãe; estava arruinado, não tinha lar; mas achei abrigo nas promessas da Bíblia", Muitos irão até contar as palavras divinas que se apegaram em suas almas.

E ainda hoje esse Livro está operando tais milagres. Se perguntarmos ao cético se ele conhece algum outro Livro que transforme uma vida de sofrimentos em prazer e alegria, talvez responda que sim; no entanto, se lhe fizermos o pedido de um volume, esperaremos em vão por ele. – Pittsburgh Christian Advocate.

 

AQUELA  ÚNICA  FACE

João 5:39

 

Tenho ouvido falar de uma fotografia da Constituição dos Estados Unidos, muito bem gravada em cobre, de forma tal que ao ser contemplada de perto não se pode discernir mais do que alguma coisa escrita, porém, ao longe, deixa transparecer o rosto de George Washington. A face do grande americano destaca-se na sombra das letras, o que impede, a certa distância, a leitura das palavras ali gravadas.

Do mesmo modo nós contemplamos as Escrituras. Digam os homens o que quiserem desta ou daquela idéia da Bíblia, se a contemplarmos com fé, veremos brilhando no meio dela a face de Jesus Cristo.

 

O  PODER  TRANSFORMADOR  DO  EVANGELHO

 

Anos atrás circulou, em vários países, que os nativos se haviam levantado contra a agressão européia em certos pontos das Ilhas do Mar do Sul, sendo enviada uma comissão real a fim de investigar o caso. Esses estranhos rumores surgiram em torno da trágica morte do Sr. Bell, funcionário de certo distrito, e de seu auxiliar, Sr. Lilies, na Ilha de Malaita, no grupo de Salomão.

O cavalheiro que presidia essa real comissão chegou ao local da desordem e começou suas investigações. Foi ter, afinal, às ilhas chamadas Salomão Ocidental, e Ragoso, foi chamado para falar em favor dos chefes dessas ilhas.

O emissário, ansioso de conhecer os íntimos pensamentos desses nativos, dirigiu-lhes três perguntas. Primeira: Eram os nativos mais felizes em seu primitivo estado, isto é, antes da chegada do homem branco, do que agora? Segunda: Tinha alguém de seu povo desejos de volver àqueles costumes pagãos? Terceira: Desejavam eles que o país ficasse inteiramente em seu poder, sendo retirados os estrangeiros?

Kata Ragoso começou sua resposta fazendo uma viva descrição das condições predominantes naqueles antigos dias. Contou como o povo vivia então em constante temor, pois eram caçadores de cabeças, e antecipavam naturalmente a vingança. Viviam constantemente preparados para um súbito ataque e, em vista disto, não tinham nenhum lugar fixo de habitação, morando bem próximo de suas plantações. Seus ritos religiosos exigiam o sacrifício de criaturas humanas. Havia doenças, e centenas de seus filhos morriam antes de um ano.

"Não, senhor" – disse ele – "nós não éramos felizes naqueles dias." Descreveu então a mudança que se operara com o advento do homem branco. Mas muitos desses brancos estrangeiros roubavam seus amigos e parentes e os levavam para trabalhar em plantações em outras terras e ninguém os via mais. Foi uma época bem sombria, aquela, na história das ilhas do Sul do Pacífico. Mas tão ansiosas estavam essas pessoas para adquirir machados de ferro ou de aço que fariam qualquer coisa a fim de os conseguir, e em sua decisão de assim fazer muitos eram apanhados em armadilhas, indo parar no porão dos navios do homem branco. Os que ficavam, naturalmente, procuravam vingar-se, e muitas tripulações foram trucidadas e os navios postos a pique naquelas lagunas.

Então chegaram os missionários e o governo estabeleceu seu sistema de controle que, gradualmente, operou uma mudança. E Ragoso se expressa nas seguintes palavras:

"Vós chegastes com vossos canhões e nós vos enfrentamos com  as nossas lanças, mas havia falta de confiança de parte a parte, até que, finalmente..." Apanhando então a Bíblia à vista de todos os presentes, disse: "Senhor, foi a vinda deste Livro que operou a verdadeira mudança na vida de meu povo. A história deste Livro tem sido uma inspiração para nós. Temos procurado seguir o exemplo do Homem deste Livro; e hoje, senhor, não nos encontramos como inimigos, mas como amigos."

Ao mesmo tempo em que o chefe estava falando, numa ilha próxima as moças e crianças estavam cantando, e pareceu agradável a todos os presentes ouvir aquele  cântico, e observar a confiança com que fruíam a mútua convivência.

"Olhai!" – disse Ragoso –  "Aqueles rapazes e meninas não estão atemorizados hoje. Vivem em casas limpas, e em aldeias bem estabelecidas. Têm igrejas e escolas e não há o temor de vinganças. Ninguém carrega lança ou escudo. Aqueles dias já passaram e apreciamos a obra realizada pelos missionários, o governo, e os comerciantes, e o auxílio médico que nos tem sido dispensado. Outrora muitos de nossos filhos morriam por falta de cuidados médicos; hoje estão recebendo o necessário tratamento. Sabem ler, escrever e comunicar-se uns com os outros.

"Não, senhor, não há um único homem em todo o meu território que deseje voltar aos dias de outrora, mas foi a história deste Livro que nos tirou as lanças e espingardas, nossas armas de guerra, tornando-nos homens e mulheres transformados. Por causa disto não temos nenhum desejo de volver aos costumes e condições daqueles antigos dias, nem que nossos missionários, o governo e os comerciantes nos sejam tirados. Estamos preparados para fazer nosso trabalho de maneira que não somente auxilie o homem branco, mas o inspire a ajudar-nos também. Necessitamos de coisas que os brancos nos podem dar. Apreciamos o fato de o Evangelho nos ter tornado melhores. Ele nos concedeu o direito de viver sob melhores condições."

O chefe da comissão declarou, posteriormente, que, ao ouvir Ragoso traçar resumidamente a história de seu povo, sentiu comover-se-lhe o próprio coração ao ver o fruto dos princípios missionários revelados na vida de um tal homem.

Ragoso tem permanecido fiel e firme à causa de Deus, e através dos muitos meses de guerra, tem procurado estimular seu povo a permanecer fiel, procurando sempre, em toda a sua obra, dilatar a causa da verdade, a causa de Deus a quem ele agora serve com amor.  – N. Ferris.

 

QUE  ESCOLHERIA  VOCÊ?

 

Um senhor rico e velho reuniu a seus criados no dia de seu aniversário e lhes ofereceu uma dádiva.

       Que prefere você? – disse ao moço que cuidava de seu cavalo. Você escolhe entre esta Bíblia e estes R$ 500.

       Senhor – respondeu o moço – eu preferiria a Bíblia se soubesse ler, porém, como não sei, Bíblia me será mais útil o dinheiro. 

       Bem, pode levar, é seu.

       E você, que prefere das duas coisas: a Bíblia ou os R$ 500 – perguntou ao jardineiro.

       Minha pobre mulher está tão enferma, que necessito mais do dinheiro do que de qualquer outra coisa, respondeu o jardineiro, inclinando-se e tomando os R$ 500.

       Marta, você que sabe ler – disse o amo dirigindo-se à cozinheira – quer a Bíblia?

       Eu sei ler, senhor, porém, nunca tenho tempo para ler um livro, e com o dinheiro poderei comprar um vestido.

       Está bem: tome a prata.

Por fim, chegando-se ao garoto de recados, disse-lhe:

       Roberto, você quer os R$ 500 para renovar o teu terno, que já está velho, ou a Bíblia?

Agradeceu a oferta em dinheiro, mas aceitou a Bíblia.

       Minha querida mãe tinha o costume de ler e ensinar-me que a Lei de Jeová é melhor que todo o ouro e a prata. Se o senhor me permite, escolherei o bom livro.

       Deus o abençoe e faça com que a sua boa escolha lhe traga riquezas, honras e uma longa vida.

O rapaz recebeu-a; e ao abri-la um pedaço de ouro caiu ao solo; voltando com presteza as folhas, achou entre elas muitos cheques, enquanto os outros três criados, compreendendo a sua má escolha, foram embora cabisbaixos e pesarosos.  – Semeador.

 

A  DIREÇÃO  CERTA

Isa. 30:21

 

É de grande importância andarmos pelo caminho verdadeiro; no entanto, convém notar que toda estrada possui duas direções e é preciso sabermos qual o rumo certo.

Um viajante que se encontrava nas montanhas Adirondack, em viagem para Chestertown, viu-se, ao cair da tarde, perdido numa estrada desconhecida. 

 

Dirigindo-se lentamente a um estábulo próximo, ouve um ruído e interroga sem ver ninguém: "É este o caminho certo para Chestertown?" Não recebendo resposta, insiste ainda com sua pergunta, e lhe responde o leiteiro que estava lá dentro do estábulo: "Sim; é o caminho, porém, não sei que direção você está tomando."  – Watchmann – Examiner.

 

FAROL  E  TOCHA

Êxo. 14:19

 

Quando nos deitamos para dormir num carro Executivo, dois fatores concorrem para apaziguar nossa mente: um é o farol da locomotiva que penetra a escuridão com seus raios possantes, demonstrando ao maquinista o estado do trilho; e o outro é o fiel funcionário que sempre cuida de manter acesas as tochas na retaguarda a fim de proteger e impedir uma colisão com qualquer outro trem que venha atrasado.

 

Na viagem de nossa vida necessitamos desses dois fatores essenciais: a luz que ilumina a nossa frente e a que defende a retaguarda.

Os israelitas, em sua trajetória do Egito a Canaã, encontravam-se em pânico pela perseguição que sofriam. Êxodo 14:19, 20.

Assim, em agradável estilo oriental, temos descrito o serviço duplo que a religião proporciona: fortalece o farol da mente com a fé e esperança para o futuro da viagem; providencia uma segura proteção com a experiência do arrependimento, seguido pelo perdão divino. – Dr. Ralph W. Soekman.

 

 

O  CORAÇÃO  E  O  LIVRO

Salmo 119:97

 

Há um belo incidente relatado na vida da senhora Schumann, perita musicista e devota amante da nobre arte de seu esposo.

 

Ela dava, freqüentemente, programas depois da morte de seu marido; mas, antes de fazê-lo, lia algumas cartas de amor que recebera durante os dias de noivado. A razão para tal, disse ela, era que logo após refrescar o coração com o sentimento de amor que ele tinha tido para com ela, sentia-se melhor preparada para interpretar sua música.

O amor é o melhor de todos os intérpretes; é ele que nos ajuda a compreender as verdades da Bíblia, esse Livro que se encontra repleto da música proveniente do próprio coração de Deus. Tem em si material suficiente para mil majestosos oratórios; possui grandes salmos e hinos tão fortes e poderosos quanto o soprar dos ventos; contém muitos encantos, solenidades e cordas menores que tocam as mais sensíveis fontes de lágrimas, além de outras notas jubilosas que alcançaram as mais altissonantes barras de gesso. 

Ó grande livro de música divinal Os maestros mais singulares em canto e harmonia vão encontrar em ti as suas inspirações Beethoven, Mendessohn, Haydn, Handel e Schubert inflamaram o seu gênio nesse precioso Livro. Apesar de tudo, o coração é o único intérprete competente das suas harmonias celestes; o seu teclado divino responde em doces notas quando tocado pelos dedos apaixonados do amor. 

 

Um teólogo disse: "Eu não sei o que possa crer, porém eu creio a fim de poder saber."

Há uma citação mais elevada e verdadeira do que esta.

Podemos dizer: não sei o que possa crer, nem crer o que possa saber, mas amo para poder tanto crer como saber.  – J.T.M. Farland.

 

A  JÓIA  DE  VALOR

 

Certa vez, uma rica senhora, que havia dissipado a sua saúde em noites de festas, de divertimentos e futilidades do mundo, sem nunca ter-se lembrado de fazer bem aos pobres e necessitados desta vida, encontra-se recostada em seu leito, recordando-se dos seus dias felizes e maldizendo a enfermidade que tanto a fazia sofrer agora. Então, chamou a sua enfermeira e lhe pediu que trouxesse o seu estojo de jóias, a fim de entreter-se, mirando-as por alguns momentos.

       Joana – disse a senhora – estas jóias fizeram muito sucesso nos salões onde as exibi. Você não gostaria de possuir algumas delas?

       Não, senhora, foi a resposta da enfermeira. Tenho jóias muito mais lindas!

       Você tem jóias mais lindas, Joana? Não pode ser. Onde é que você a guarda e por que nunca me mostrou?

A enfermeira foi, então, buscar a sua Bíblia e disse ao voltar:

       As minhas jóias estão aqui dentro, senhora.

       Aí dentro? perguntou, incrédula, a enferma. Pois, tire, que eu quero vê-las.

Então a enfermeira, abrindo a sua Bíblia, começou a mostrar-lhe o inesgotável tesouro que representava aquele livro. Falou-lhe do conforto que ele oferece aos que, servindo a Deus, sabem esperar pacientemente pela chegada do Seu Reino de paz e de felicidade.

       Pois, Joana, volveu a senhora, debulhada em lágrimas – nunca ouvi coisas tão lindas assim. Na verdade, há aí jóias mais preciosas do que as que eu tenho nas mãos. Compreendo agora; o meu tesouro é perecível, mas o seu permanece para sempre. . .

     E desde então a Bíblia passou a ser o cofre predileto daquela senhora rica, que procurou aproveitar os seus últimos dias de vida distribuindo os seus bens e procurando ajudar o seu próximo.  – Tio André.

 

A  BÍBLIA  ASSADA

 

"Há centenas de anos, o povo da Boêmia era proibido de possuir ou ler a Bíblia. O imperador da Áustria, a cujo país a Boêmia então pertencia, publicou um decreto declarando que a nação era católica romana e ordenando a todo o povo que obedecesse às normas daquela igreja. Os sacerdotes proibiam ao povo comum de possuir Bíblias. Muitos, porém, possuíam-nas e se recusaram desfazer-se delas.

Os sacerdotes enviavam então soldados às casas para procurá-las e confiscá-las. Quando os habitantes de alguma vila ouviram que os soldados se aproximavam de sua localidade, apressavam-se em esconder suas Bíblias em lugar oculto. Assim, ainda que os soldados investigassem toda a casa, completa e rudemente, muitas Bíblias não eram achadas. Freqüentemente se dava às crianças a tarefa de vigiar e anunciar a aproximação dos soldados de suas residências. Estas crianças eram tão fiéis e prudentes, que os soldados não podiam convencê-las a dizerem onde poderiam achar o Livro Sagrado.

Certo dia anunciou-se numa casa: "Os soldados estão vindo para cá." Estava presente apenas uma jovem menina, ocupada em amassar o pão. Ao ouvir a voz baixa e ofegante da sentinela, a menina esperta, depressa estendeu sua massa, colocou a Bíblia no centro e rapidamente cobriu-a com a mesma, colocou-a numa forma grande e introduziu-a no forno.

Quando depois de alguns minutos, os soldados chegaram, ela os esperou à porta e, em resposta à sua demanda pela Bíblia, lhes disse calmamente que podiam investigar a casa e ver se encontravam uma. Procuraram em cada canto da cabana, mas não acharam nenhuma. Se tivessem aberto a porta do forno, teriam visto somente um pão grande a crescer.

"Muitos anos depois, o neto da heroína desta história emigrou para a América e estabeleceu-se no nordeste de Ohio. Trouxe consigo a Bíblia que sua avó salvara das mãos dos soldados. Foi desde então cuidadosamente guardada como relíquia dos dias que felizmente não mais existem. Que faria você se a polícia chegasse a sua casa e requeresse cada Bíblia que lá houvesse? – Stories to Tell, págs. 103, 104.

 

UMA  BÍBLIA  NUM  PÃO

 

Conta-se que há muitos anos, na França, nos tempos em que se perseguiam atrozmente os crentes protestantes era muito difícil obter a Bíblia, e mais difícil ainda conservá-la, pois os padres dominavam o país e proibiam que alguém possuísse a Escritura.  Costumavam revistar a casa das pessoas que julgavam a estivessem lendo, de maneira que esses bons cristãos tinham de manter-se vigilantes e esconder a Bíblia quando se aproximassem os padres.

Um dia um padre chegou a certa casa, e uma das crianças correu para dentro a avisar a mãe. Não dispunha ela de muito tempo para agir, mas teve muita presença de espírito. Tomou o precioso Volume e embrulhou-o, colocando-o  na massa que estava preparando. Levou-a depois ao forno.

O padre olhou em toda parte, mas nem sonhou em suspeitar da massa, de aparência tão inocente. Assim seguiu o seu caminho, e aquela pequena família deu suspiros de alívio. O Livro foi tirado do forno, sem ter sofrido o mais leve dano. Mais tarde, a família emigrou para a América, onde teve liberdade de adorar a Deus segundo os ditames de sua consciência. Os pais levaram consigo a Bíblia e entregaram-na aos filhos, que por sua vez a preservaram para seus descendentes, até que afinal foi posta nem museu, onde ainda é conservada para que os visitantes leiam sua singular história.  – H. Humphries.

 

DEUS  CUMPRE  SUAS  PROMESSAS

 

Alguns meses atrás eu estava na cidade do Rio de Janeiro. Por causa da reputação das grandes cidades, o povo é inclinado a desconfiar dos estranhos. Entrei apressado na estação de Alfredo Maia para comprar uma passagem para S. Paulo e reservar um leito. Cada homem e mulher que estava na comprida fila era um estranho para mim. No venda de passagens encontrei outro homem estranho também. Eu nunca o vira antes, e mesmo agora não o estava vendo bem. Pedi informações acerca do trem e do preço e ele cobrou 90 reais por uma passagem de ida e volta para S. Paulo, e 30 reais pelo leito. Tirei o dinheiro e o entreguei ao estranho, e ele me deu a passagem que era a garantia de uma viagem de ida e volta a S. Paulo, de primeira classe.

Duvidei eu dele? Não, antes entreguei-lhe o dinheiro e recebi a passagem sem qualquer hesitação. Tomei minhas malas e dirigi-me para o trem. Perto do portão o condutor, outro estranho, fez-me parar e me pediu a passagem. Desconfiei dele? Nem um pouco ...

O trem estava repleto de passageiros igualmente estranhos para mim. Eu não tinha nenhuma idéia de quem estaria dirigindo a grande locomotiva durante aquela noite enquanto estivesse dormindo, mas fui deitar sem preocupação. O velho trem corria através da escuridão sobre pontes, em túneis, curvas, e eu dormia calmamente, confiando minha vida aos estranhos. Não tinham eles prometido, por meio daquele bilhete, que eu chegaria ao meu destino? Sim, tinham prometido e eu confiava em sua promessa.

Deus tem feito centenas, militares de promessas em Sua palavra. Estão registradas para nós. Cremos nelas? Nós que confiamos em homens frágeis, sujeitos a errar, confiamos em Deus também?

Se vocês sentissem uma forte dor no lado direito do abdome, ao consultar o médico ele lhes poderia dizer que era necessária uma imediata operação de apendicite. Vocês podiam estar longe de casa, entre estranhos, não obstante subiriam à mesa de operação e poriam a vida nas mãos de médicos e enfermeiras estranhos.

Nem sempre podemos confiar nos homens, mas Deus "não retarda a Sua promessa". II S. Pedro 3:9. Se temos fé nos homens, por que não crer em nosso Pai celestial?

A fé em Deus é uma das condições para que nossas orações sejam respondidas. "De fato, sem fé é impossível agradar a Deus". Heb. 11:6.

George Müller, certa vez, estava contando a um amigo como sua fé se desenvolvera em vinte e cinco anos. O amigo estava curioso para saber o segredo. O Sr. Müller levantando bem alto uma velha Bíblia, respondeu: "Amigo, eu conheço o Livro e o Deus do Livro, porque o li acerca de cem vezes."

Vocês já experimentaram esta receita? A Bíblia diz que "a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus". Romanos 10:17. É por causa da negligência na leitura da Bíblia que predomina a incredulidade em nossa geração. – Don't Hope Those Calves and Other Stories.

 

PRESENÇA  DE  DEUS

 

A ilustre princesa Armênia foi convidada, com seu esposo, a uma esplêndida festa, que Ciro oferecia a seus cortesãos.

Regressando ao palácio, o príncipe em conversa com a esposa, fala sobre os esplendores da festa, as riquezas, a educação do monarca, o trato dos cavalheiros, a gentileza das damas – enfim de tudo. Depois, fazendo uma pausa, interroga à princesa:

       Armênia, dize-me: o que mais admiraram os seus olhos e lhe causaram admiração?

       Eu não fixei meus olhos no monarca, nem nos esplendores da festa; eu não os desviei de você, meu esposo. Em você possuo todos os tesouros, todas as riquezas, todas as glórias imagináveis.

Mesmo em meio das belezas e riquezas do universo, das maravilhas da natureza, não devemos desviar nossas atenções da Palavra de Deus, Sua revelação escrita, nem nossos pensamentos, do nosso Único Salvador, Jesus cristo, que é um com o Pai e com o Espírito Santo.  – Lição dos Fatos.

 

CAVILADORES

 

Trouxeram-me um dia um homem para conversar comigo e quando lhe perguntei por que não era crente, respondeu-me logo: "A Bíblia está cheia de contradições." Pedi-lhe imediatamente que me mostrasse uma. "Oh", disse ele, "está cheia delas" "Se está cheia delas", respondi-lhe, "poderá facilmente apontar-me uma." "Bem, existe uma nos Salmos." "Mostre-me." Ele começou a procurar os Salmos no fim do Novo Testamento!

Eu lhe disse: "Não está procurando direito; deixe-me procurar o livro dos Salmos." Depois que o achei, ele começou a folhear, a folhear, sem encontrar aquilo que desejava. Afinal, disse: "Poderia achar se tivesse aqui a minha Bíblia." "Bem", disse-lhe eu, "promete trazer a sua Bíblia esta noite?" Ele prometeu vir e encontrar-se comigo em certo lugar da casa de culto.

A hora chegou e passou, mas o homem da dificuldade não apareceu! Alguns meses mais tarde, em uma outra série de reuniões, na mesma igreja, alguém veio dizer-me: "Está aqui um senhor que se diz cético, e que deseja falar-lhe." Olhei para ele e reconheci logo o mesmo homem de quem falei. "Oh! o senhor é aquele mesmo que uma vez aqui me pregou uma peça." Muito confuso, confessou que era ele mesmo; mas ainda estava com o mesmo jogo de dizer que a Bíblia está cheia de contradições.

Pode-se dizer com certeza que, ao menos, de cada dez pessoas que dizem isso, nove não sabem coisa alguma acerca da Bíblia, pois logo que lhes pedimos que nos mostrem a contradição, ficam totalmente confundidas.  – R.A. Torrey.

 

FÉ  NA  BÍBLIA

 

Uma anciã, cristã fervorosa, achava cada dia novo gozo na leitura da Bíblia. Depois de algum esforço conseguiu reunir um grupo de pessoas idosas que tinham mais ou menos as mesmas opiniões, e juntas liam a Bíblia. Um dia ficou gravemente enferma. Lembrando-se das últimas palavras de Marcos capítulo 16, versículo 18, que diz:

"E porão as mãos sobre os enfermos e os curarão", pediu que seus amigos se reunissem e, orando, pusessem as mãos sobre ela. A enfermidade desapareceu imediatamente e a bondosa senhora ficou alegre e agradecida.

Algum tempo depois o ministro a visitou. O ministro era um homem muito instruído. Quando a anciã lhe contou tudo o que havia acontecido, a intervenção milagrosa e o resposta à sua oração baseada no capítulo 16 de Marcos, ficou muito pensativo e depois de um instante disse:

"Estimada senhora, sinto muito ter de dizer-lhe que a última parte do capítulo 16 de Marcos é espúria." A velhinha ficou muda de admiração: já havia ouvido falar de pedras falsas e de muitas coisas, mas nunca pensou que a Bíblia contivesse partes falsas. Depois de alguns momentos o rosto dela se iluminou, e começou a louvar a Deus em voz alta. O pastor ficou surpreendido, pois não lhe parecia que o que dissera fosse motivo para alegria.

Interrompendo-a perguntou-lhe qual a causa da sua alegria, a resposta foi: "Quão maravilhosa é a Bíblia! Se as passagens falsas têm tal poder, que uma me restabeleceu, quanto mais poderosas não são as passagens genuínas!" Contra tal fé o sábio pastor não pôde empregar nenhum argumento e despediu-se logo.

 

A  SERPENTE  ENTRE  OS  LIVROS

 

Certo dia um senhor na Índia foi para sua biblioteca, e tirou um livro da estante. Ao fazer isso sentiu ima pequenina dor no dedo, como uma picada de alfinete. Julgou que um alfinete fora espetado por alguma pessoa descuidada na capa do livro. Mas logo seu dedo começou a inchar, em seguida o braço, e então o corpo todo; e em poucos dias morreu. Não era um alfinete que estava entre os livros, mas uma serpente pequena e venenosa.

Há muitas serpentes entre os livros hoje em dia Elas se aninham na folhagem de algumas de nossas mau fascinantes literaturas; elas se enrolam em redor das flores cujo perfume envenena os sentidos. As possam lêem e ficam encantadas com o enredo da história, com a perícia dos caracteres agrupados, pelo brilho das descrições, e dificilmente sentem a picada do alfinete do mal que se insinua. Mas ele dá a ferroada e envenena.

Quando o registro das almas arruinadas for feito, sobre quantas estará escrito: "Envenenada pelas serpentes entre os livros!" Cuidemo-nos contra a serpente, e leiamos, apenas aquilo que é são, instrutivo e proveitoso.

 

O  TESTEMUNHO  DE  GRANDES  HOMENS  ACERCA  DA  BÍBLIA

 

– A Bíblia é a verdade mais pura que de Deus existe na Sociedade, na Natureza e na História. – E. Castellar.

– Eu amo a Bíblia. Leio-a todos os dias, e, quanto mais a leio, tanto mais a amo. Há alguns que não gostam da Bíblia. Eu não os entendo, não compreendo tais pessoas; eu a mo; amo a sua simplicidade, e amo as suas repetições e reiterações da verdade. Como disse, leio-a diariamente e gosto dela cada vez mais. – Imperador D. Pedro II.

– A Bíblia pode comparar-se a um jardim imenso onde exista uma grande variedade e profusão de flores e frutos, encontrando-se entre estas produções, algumas mais belas e essencialíssimas, mas sendo difícil achar ali qualquer ramo que não tenha a sua utilidade e beleza. A salvação para os pecadores é a grande verdade que em toda parte da Escritura se apresenta esplêndida e luminosa, mas o homem de coração puro ali vê também traçado o caráter do Onipotente, o seu caráter e o do mundo. E se algumas frases são impressivas e fortes, outras são menos vigorosas, sendo próprias para investigações e estudo.  – Lord Cecil

– A Bíblia é, certamente, o melhor preparo que podereis dar ao soldado americano, que entra em batalha, para lhe manter o magnífico ideal e a  fé. – Marechal Foch

– A Bíblia é uma corrente onde o elefante pode nadar e o cordeiro    andar. – Papa Gregório I, o Grande

– Tenho lido a Bíblia muitas vezes. Agora tenho o costume de lê-la uma vez ao ano. É o livro dos livros tanto para os advogados como para os teólogos, e tenho pena de quem não pode achar nela um tesouro de pensamentos e regras de conduta. – Daniel Webster.

 

O  PODER  DO  EVANGELHO

 

Um ateu inglês, Charles Bradlaugh, certa ocasião desafiou Hugh Price Hughes, para um debate em Londres. Hughes aceitou o desafio nas seguintes condições: Os tribunais não baseiam as suas sentenças somente sobre os argumentos dos advogados, de um e outro lado, mas pesam também, e principalmente, as evidências oferecidas pelas testemunhas dos fatos.

"Eu trarei comigo ao lugar do debate cem homens e mulheres que foram resgatados de uma vida de pecado, pessoas que vocês poderão examinar, interrogando-as, cuidadosamente, como lhes convier; e peço a você que faça o mesmo, trazendo cem homens e mulheres que do mesmo modo tenham sido beneficiados com o evangelho da incredulidade."

O debate não se realizou. O infiel tinha muita lábia, mas não tinha fruto, não tinha provas.

 

Esta é a maneira de emudecer os credos filosóficos arrogantes, vistosos – trazendo-os para o terreno dos fatos, forçando-os a apresentarem os frutos benéficos da sua doutrina. É a prova real, a prova de fogo à qual não resistirão, porque só há um credo que resiste a ela – o Evangelho de Cristo – o Filho de Deus.

 

TESOURO  ESCONDDIDO

 

Certa vez um príncipe deu a um artista célebre uma Bíblia, dizendo-lhe que continha um tesouro. Crendo ele que o tesouro se referia à religião, pôs a Bíblia de lado. Mais tarde, quando morreu, todas as suas possessões foram vendidas. A pessoa que as comprou, encontrou na Bíblia, quando a abriu, um cheque do valor de R$ 2.500. Pobre criatura! Se tivesse lido a Bíblia, não só teria encontrado o cheque, mas também a "pérola de grande preço" – Sunday School Chronic.

 

A  BÍBLIA  OLVIDADA

 

Alguns cavalheiros que pertenciam a uma Associação Bíblica, visitaram uma anciã e lhe perguntaram se possuía uma Bíblia. Ela se incomodou muito por lhe terem feito essa pergunta e respondeu:

– Vocês crêem que eu seja uma pagã, para me fazerem tal pergunta?

Em seguida chamou uma criança a quem disse:

       Corra, tire a Bíblia do caixão e traga para que eu mostre a estes senhores.

Eles disseram insistentemente que não era necessário fazer aquilo; porém ela respondeu:

       Quero que vejam com os seus próprios olhos que não sou uma pagã.

Pouco depois lhe trouxeram um Bíblia cujas páginas estavam em bom estado de conservação. Quando a senhora a abriu, exclamou:

– Oh! quanto gostei de que os senhores me houvessem visitado e perguntado pela minha Bíblia! Aqui estão os meus óculos; eu os estava procurando há três anos e não havia meio de os achar.

Não houve razão para chamar de pagã a essa mulher? Com efeito, ela estava vivendo como uma pagã ignorante da Palavra de Deus, o que é um esquecimento criminoso. – Compel Gray.

 

A BÍBLIA É O ARMAMENTO PARA FAZER CRISTÃ UMA NAÇÃO

 

1) A Bíblia, a base da moralidade.

Tirem-nos a Bíblia e nossa luta contra a intemperança, a iniqüidade, a opressão, o ateísmo e o crime terminará, porque não teremos nenhuma autoridade para falar, nem valor para lutar sem ela. – G. Lloyd Garrison

 

2) A religião transforma uma Nação.

O progresso da civilização e da liberdade religiosa tem sido mais rápido e eficiente nos lugares onde a Bíblia é mais disseminada e onde as verdades que se encontram nela são ensinadas à maioria do povo. Nenhuma nação tem avançado tanto como aquela onde as Escrituras são manuseadas e estudadas. – Chancellor Woolworth.

3) A Bíblia é a base de uma grande nação.

Apontando uma Bíblia sobre uma mesa, Andrew Jack-son, antes da sua morte, disse a seu amigo: "Este Livro, senhor, é a rocha sobre a qual descansa a República." Assim sendo, para fazer uma nação cristã, é necessário ensinar-lhe a Bíblia, porque ela é o guia que conduz uma nação a Cristo.

4) A Bíblia produz uma mudança radical.

Estendam o conhecimento da Bíblia e os famintos serão alimentados; os estrangeiros, protegidos; os prisioneiros, visitados; os enfermos, consolados e atendidos. Propaguem os ensinos da Bíblia e a temperança descansará sobre uma base mais firme que a Lei da Constituição Política. – Governador Wintrope.

 

5) A grandeza de uma Nação.

Um dia um príncipe da África visitou a Rainha da Inglaterra e, durante a visita, perguntou-lhe qual a causa da grandeza de seu reino. Ela, levantando uma Bíblia, respondeu: "Este Livro é a base da nossa grandeza e qualquer nação que o tome e o leia será grande."

 

O  JOVEM  QUE  LIA  A  BÍBLIA

 

Em seu livro Maravilhas da Oração, Hale Smith conta o caso de um naufrágio e do salvamento operado pelo Capitão Judkins. Entre os salvos encontrava-se um garotinho de cerca de doze anos, que perdera tudo.

       Quem é você, pequeno?, perguntou o Capitão Judkins.

       Sou um menino escocês; meu pai e minha mãe morreram e vou para a América em busca de meu tio, que reside em Illinois.

       Que é isto?, perguntou o Capitão pegando uma corda que estava atada em volta do peito do menino.

       É um pedaço de corda, senhor.

       Que tem você aí atado debaixo do braço?

       A Bíblia de minha mãe; ela me disse que nunca a perdesse.

       Isto é tudo que você salvou?

       Sim, senhor.

       Você não poderia ter salvo qualquer outra coisa?

       Não, se salvasse isto.

       Você não esperava se perder?

       Eu pretendia, se fosse para o fundo, levar comigo para lá a Bíblia de minha mãe.

       Muito bem, disse o Capitão, eu cuidarei de você.

Tendo chegado ao porto de Nova York, o Capitão Judkins levou o rapazinho a um comerciante cristão, a quem contou esta história.

  "Tomarei conta do moço", disse o comerciante. "Não preciso de outras recomendações; o menino que se apega à Bíblia de sua mãe em tais circunstâncias de perigo dará boa conta de si."

Camp Meeting Lessons for Children.

 

CONVERTIDO  PELA  PALAVRA

 

Aconteceu, por sorte, chegar às mãos de um argentino um exemplar do Novo Testamento. Lendo-o, converteu-se em ativo conquistador de outros para Cristo. Um desses amigos foi mais tarde levado a um hospital e, durante a convalescença, estudava com grande interesse o seu Testamento, quando este lhe foi repentinamente arrebatado das mãos e atirado fora pela janela, por outro paciente de espírito clerical. Na queda, atingiu no ombro um soldado que passava. Apanhou-o ele do chão e começou a lê-lo, interessando-se. Levou-o para casa e, afinal, como conseqüência, tornou-se um cristão prestimoso.

Missionary Review of the World.

 

RENASCIDOS  PELA  PALAVRA

I Pedro 1:23

 

Terêncio tinha o espírito nublado pelo álcool, quando cambaleava pela rua de sua cidadezinha, naquela noite de Verão. Ele saíra com alguns companheiros para uma "farra". Ao voltar, pararam o carro junto a uma tenda onde estava em andamento uma reunião evangélica. Fora se ouviam os lindos hinos de Sião ali cantados. Terêncio e seus companheiros puseram-se a ridicularizar o canto. A religião não tinha lugar em suas cogitações.

       Ora bolas, vamos entrar!, insistiu Terêncio, pouco sabendo de que se tratava.

Entraram todos. A maior parte deles ficou uns minutos apenas. Terêncio ficou até ao fim.

 

"A Palavra de Deus foi direta ao meu coração naquela noite", confessou ele meses mais tarde. "Fez de mim um novo homem. Desde aquela noite nunca mais toquei no copo de álcool. Minha esposa e filhos me acompanharam depois para aquela tenda, e as verdades bíblicas que ouvimos nos transformaram a vida. Todos fomos batizados e recebidos na igreja." – Meditações Matinais.

 

 

TEMOS  DE  CONHECER  A  PALAVRA

Oséias 4:6

 

Faz anos, um velho marujo britânico foi preso nas ruas de uma cidade da Geórgia por estar metido em brigas. Não conseguiram identificá-lo imediatamente e, como não pudesse pagar fiança, ficou na cadeia. Aí adoeceu, vindo a falecer. Investigando, as autoridades descobriram que o velho era herdeiro de fortuna considerável. Sem seu conhecimento, uma tia distante o incluíra em seu testamento, cabendo-lhe uma fortuna de várias centenas de milhares de reais. Não pudera, é lógico, fazer uso de recursos cuja existência ignorava. – Meditações Matinais.

 

"CONTAI-ME  A  VELHA  HISTÓRIA"

 

Este hino se encontra entre os mais belos que já se tenham escrito e foi tirado de um extenso poema religioso que em 1866 a Srta. Catarina Hankey escreveu quando em convalescença duma longa e penosa enfermidade. As semanas de convalescença passaram lentamente e durante todo o tempo essa menina inglesa dedicou-se à leitura. A Bíblia se converteu em seu livro preferido.

Ao ler o Novo Testamento, a vida de Jesus a fascinou. Com essa nova emoção começou a escrever suas poesias e, assim, num dia de Inverno, iniciou seu notável poema.

Onze meses mais tarde ela o terminou. Continha mais de cinqüenta estrofes. Essa obra-prima foi escrita em duas partes. A segunda parte do poema deu os versos para o hino "Contai-me a Velha História". Em todo esse belo hino há referências ao consolo que a Srta. Hankey achou na  leitura da Bíblia durante os longos meses de sua convalescença.

A primeira estrofe diz: 

Contai-me a velha história

do grande Salvador;

de Cristo e Sua glória,

de Cristo e Seu amor.

Com calma e com paciência,

pois quero penetrar

a altura do mistério:

Que Deus nos pode amar.

E ao cantar o hino vemos a esperança duradoura que achou em seu estudo da vida de Jesus.

Este hino, sem dúvida, deve grande parte de sua popularidade à sua bela música. Foi Guilherme G. Giacher, pianista de Baltimore, que a compôs.

 

USE-ME

 

Eu sou a Bíblia.

Eu sou a Biblioteca maravilhosa de Deus.

Eu torno conhecido de todos Aquele que é a Verdade.

Para o cansado peregrino, Eu sou um forte cajado.

Para aquele que está em trevas, Eu sou uma gloriosa luz.

Para aquele que está abatido pelo peso dos fardos, Eu sou o descanso.

Para o extraviado, Eu sou um Guia seguro.

Para os que se acham feridos pelo pecado, Eu sou um bálsamo.

Para os desanimados, Eu transmito uma alegre mensagem de esperança.

Para os náufragos das tempestades da vida, Eu sou âncora firme e segura.

Para os que sofrem na solidão, Eu sou a mão fresca e macia que repousa sobre a fronte febril.

Ó FILHO DO HOMEM, PARA MELHOR DEFENDER-ME, APENAS USE-ME. – The Ministry.

 

UM  POUCO  CADA  DIA

 

Assim como é impossível que um homem coma num dia o suficiente para seis meses, também é impossível que receba num dia a graça suficiente para o futuro. Devemos ir extraindo-a dia a dia da fonte inesgotável de graça que Deus nos dá, à medida que nos faça falta. –    200 Anedotas e Ilustrações de D.L. Moody.

 

BÍBLIA  RESUMIDA

 

Londres, maio – Os Dez Mandamentos foram cortados em uma nova edição da Bíblia, que acaba de ser publicada.

Quem assumiu a responsabilidade de fazer esse corte foi o reverendo Joseph Mc Culloch, reitor de St. Mary-le-Bow, em Londres, e diretor de estudos da Irmandade Industrial Cristã.

O reverendo tomou a iniciativa de preparar uma edição resumida desse Livro Sagrado, por ele mesmo chamado de "A Essência da Bíblia". Ele retirou da Versão Autorizada cerca de 750.000 palavras. Mas foram as 310 palavras dos Dez Mandamentos que lhe deram mais trabalho e preocupação.

Em seu escritório, ao lado da igreja, o reverendo disse-me: "Pensei semanas a fio sobre se devia ou não excluir os Dez Mandamentos da minha edição da Bíblia. Mas, afinal, decidi não incluí-los, mesmo, porque eles trazem uma mensagem negativa e a essência da Bíblia é positiva. – Folha de São Paulo, 6-5-60.

 

BÍBLIA  E  NAPOLEÃO

 

Referindo-se à Bíblia, disse, certa vez, Napoleão, o grande guerreiro e imperador da França: "A alma jamais pode vaguear sem rumo se tomar a Bíblia para lhe guiar os passos." Não faz muito tempo, foi localizado o exemplar das Sagradas Escrituras que Napoleão usou em seu exílio, na Ilha de Elba. Várias passagens, sublinhadas pela valente estadista, revelam sombrias experiências vividas na solidão do degredo, no ocaso de uma jornada gloriosa. Eis algumas das passagens lidas e meditadas por Napoleão: "A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo." (S. Mat. 26:38). "Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?" (Rom. 8:31). "Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas." – S. Mat. 11:29.

Mesmo nas horas de solidão, nas tristezas da vida, quando os amigos do mundo nos esquecem e as glórias por que tanto lutamos nos abandonam; mesmo quando tudo que nos parecia tão estável, tão firme, se desfizer, a Bíblia permanecerá no seu lugar de lâmpada para nossos pés e de luz para nossos caminhos tormentosos. – A Bíblia no Brasil, abril de 1963.

 

O  EVANGELHO

 

Alguém perguntou a um chinês se lera o Evangelho.

       Não – respondeu ele, nunca li, mas já o vi.

       Já o viu? Como?

       Conheci um homem que era o flagelo da região. De uma hora para outra transformou-se: abandonou todos os vícios e assevera que fez isso por causa do Evangelho. Nunca li esse livro, mas já vi que ele é bom. – Seleto.

 

ÁGUA  DA  VIDA

 

A água constitui a maior necessidade do homem. Sem ela nenhuma criança pode crescer, nenhuma nação pode existir. Qual é a palavra que você ouve dos lábios do viajante perdido na solidão do deserto abrasador? "Água!" Qual é a palavra que se ouve dos lábios do enfermo febril que se agita em seu leito? "Água!" Qual é o pedido lastimoso e balbuciante que se ouve dos lábios do ferido no campo de batalha? "Água!" Quão linda, pois é a metáfora: "A água da vida!"

Como existe a necessidade física da água, assim também há a necessidade espiritual da água da vida. A Bíblia termina com um convite para bebermos dessa água. O convite dirige-se a cada pessoa: "Quem quiser tome de graça da água da vida." – Apoc. 22:17.

 

CAMINHOS  PUROS  PELA  PALAVRA

Salmos 119:9

 

       Por que desperdiça o tempo lendo esse velho livro?, perguntou, escarnecendo, um ateu a uma senhora crente.

       Porque encontro nas Sagradas Escrituras aquilo que me satisfaz e eleva, foi a resposta da fiel mãe em Israel.

       Mas a senhora não se poderá lembrar de tudo que lê, prosseguiu o incrédulo, e como pode aproveitar com a leitura?

       O senhor venha cá, disse a doce velhinha, convidando o visitante a aproximar-se da janela. Veja ali minha roupa desta semana, no varal. Ontem essa roupa estava suja, encardida. Meti-a na água e lavei-a esta manhã. Ali está ao Sol, faz algum tempo. Agora está enxuta, branca e limpa! Não contém mais água; esta fez o seu trabalho e depois se evaporou toda. – Meditações Matinais.

 

NÃO  É  VÃO  SEGUIR  A  PALAVRA  DA  VIDA

Fil. 2:16

 

Os soldados estavam em batalha. Um deles, crente, levava no bolso da camisa uma pequena Bíblia. Em meio ao ruído de gritos e explosão de granadas, os jovens seguiam, conduzindo o aviamento do corpo de saúde. De súbito o crente caiu ao solo. Um companheiro correu ao seu lado e admirou-se de que ainda o encontrasse com vida. Pondo a mão no bolso da camisa, o filho de Deus tirou sua pequenina Bíblia. A capa tinha um feio orifício. A bala atravessara Gênesis, Êxodo, Levítico... Samuel, Reis, Crônicas . . .

– Onde vocês pensam que a bala se deteve?, perguntou o jovem depois, quando escreveu sobre o caso, numa carta para os seus; exatamente no meio de Salmos 91, apontando para o verso: "Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas tu não serás atingido." – Meditações Matinais.

 

BIBLIA  &  AMENDOIM

 

Jorge Washington Carver era filho de escravos. Perdendo o pai, foi trocado por um cavalo, já em Arkansas, onde, para sempre, se separou de sua mãe. Mas o menino escravo norte-americano confiava em Deus e possuía inflexível força de vontade. Seu nome figura nas Enciclopédias contemporâneas como cientista e educador. Em 1943, ao morrer, Carver já havia realizado experiências espetaculares com o amendoim, do qual conseguiu obter mais de trezentas substâncias diferentes.

 

Certa ocasião o notável cientista negro foi chamado a dar informações sobre suas conquistas perante uma comissão do Senado norte-americano. E quando um dos Senadores lhe perguntou onde ele havia aprendido tantas coisas sobre o amendoim, Carver respondeu:

       Eu aprendi tudo num velho livro.

       Que livro?, perguntou o presidente.

       A Bíblia.

       Mas que diz a Bíblia sobre amendoins?

       Nada, Sr. Senador, respondeu o Dr. Carver. Mas a Bíblia fala do Deus que fez o amendoim. Eu Lhe pedi que me mostrasse o que fazer com o amendoim e Ele me mostrou.

Notável, sem dúvida, este testemunho!

 

FONTE  INESGOTÁVEL

 

Durante as escavações realizadas em Pompéia, um dos trabalhadores descobriu antiga fonte de água. Por séculos ficara coberta pelas lavas do vulcão, mas, no momento em que foi aberta, brotou tão fresca e copiosa como antes. Assim é a Palavra de Deus. Pode haver estado oculta, sepultada, sem produzir bênção, sem refrigerar. No momento, porém, em que é aberta outra vez, e sua mensagem é recebida no coração, refrigera e reanima.

 

SE  ESTIVESSE  EXILADO  NUMA  ILHA

 

Depois de ter visitado a exposição de livros, que todos os anos se realiza em Londres, o escritor Carlos Duff descreveu suas impressões e disse: "Após ter examinado esta instrutiva exposição, fiquei confundido ante a grande profusão de literatura. Esta exposição é para o apetite mental o que uma exposição de produtos alimentícios seria para o apetite do corpo. A gente se pergunta: "De todas estas obras, quais são as que agradam e quais as que não agradam? E, posto o caso, que havia de levar comigo ao desterro para alimentar o meu intelecto?" É uma pergunta que duas pessoas não haviam de responder da mesma maneira ...

"Bem, pensei comigo, se me levassem a uma ilha deserta e se me permitissem a companhia de uma dúzia de livros, dos que tinha visto na última exposição em Londres, qual seria a minha escolha? É uma pergunta difícil de responder imediatamente, mas procurarei fazê-lo." Afinal, este escritor fez a escolha de doze livros, explicando ao mesmo tempo porque gostaria de levar consigo a cada um deles.

"Levaria comigo a Bíblia", disse ele, "por dois motivos: Primeiro, por causa do Velho Testamento, que tem sido um consolo e um prazer e uma obra de beleza para uma raça que foi a um tempo mais espiritual e mais material que conhecemos, os judeus. Segundo, por causa do Novo Testamento, devido a sua trágica explicação da alma humana e sua totalidade e finalidade na solução de todos os problemas espirituais para aqueles que desejam submeter-se à sua infalível convicção. O homem é um ser espiritual e através das idades a Bíblia tem demonstrado ser um dos mais vastos armazéns de alimento espiritual para ele." – La Prensa, B.A., 22 de março de 1936.

 

QUATRO  GRUPOS  DE  LEITORES

S. Luc. 10:26

 

Existem quatro grupos de leitores. Os leitores do primeiro grupo estão comparados a ampulhetas. São pessoas que lêem rapidamente e muito, mas daquilo que leram nada está sendo retido.

Os do segundo grupo comparam-se a esponjas. Elas absorvem tudo, mas também na mesma proporção o transmitem, e pode ser que não seja mais tão puro.

Os leitores do terceiro grupo podem comparar-se a coadores. Eles conservam a escória e deixam passar aquilo que é limpo.

O quarto e o último grupo abrange os leitores que se assemelham a diamantes. Deles tudo que é inútil está sendo afastado e somente se guardam as jóias. – Samuel Taylor Coleridge.

 

O  TESOURO  DAS  ESCRITURAS  SAGRADAS  O  SALVOU

Jer. 41:8

 

Há algum tempo, um senhor, já de idade, morador de New Jersey, achou na Bíblia da família cédulas no valor de mais ou menos mil libras esterlinas. Estas cédulas estavam espalhadas por todo o livro. A sua origem explicava-se da seguinte maneira: 

"No ano de 1874 falecera a tia deste senhor e no testamento que fizera havia um parágrafo que dizia o seguinte: "Ao meu querido sobrinho legarei a minha Bíblia de família, com todo seu conteúdo, junto com o valor dos meus bens, havendo sido pagas as despesas do enterro e os respectivos impostos legais." Todos esses anos o homem vivera em pobreza. E, finalmente, enquanto estava se preparando para ir morar, com seu filho, achou no fundo do baú essa Bíblia, e ao folheá-la, descobriu o dinheiro escondido, uma soma de quase mil libras esterlinas." Aqueles que negligenciam ler as suas Bíblias perdem até tesouros maiores do que os deste mundo. – American Messenger.

 

O  EFEITO  DO  EVANGELHO

 

Sobre um velho tronco apodrecido as aves deixaram uma sementinha tão pequena como a semente de mostarda do Evangelho.

A semente produziu uma árvore cujas raízes se aprofundaram pelo tronco abaixo, até o chão, e ela subiu pelo tronco acima, deitando ramos. O velho tronco se rompeu, deixando apenas um ou outro fragmento apegado ao novo tronco.

É assim o Evangelho: se ele atinge o coração e deita raízes, há de romper com os erros doutrinários.

Nunca pensemos em conseguir o efeito antes de estabelecer-se a causa.

 

A  SENHA

João 3:16

 

Um menino, em noite hibernal, na cidade de Dublin, estava parado na esquina de uma rua, tiritando de frio. Alguns vagabundos haviam-lhe indicado aquele ponto para se encontrarem e saírem juntos para agir enquanto a cidade dormia.

Alguém tocou-lhe o ombro e ele tremeu de medo mas uma voz suave lhe disse:

       Menino, isso não é hora de estar na rua; vá para casa e para a cama.

       Não tenho casa, nem cama, respondeu o infeliz menino.

       Se eu lhe disser onde há uma casa e uma cama, você irá para lá?

       Agora mesmo!

       Então vá a tal rua e número.

O menino saiu correndo, mas o homem chamou-o:

       Espere, falta a senha. O porteiro só abrirá se você disser "João, três, dezesseis." Repetindo a senha, o menino correu à casa indicada.

Tocando a campainha, o porteiro perguntou:

       Quem está aí?

       João três, dezesseis – foi a resposta.

       Pode entrar. – E logo lhe indicou uma cama confortável.

O menino deitou-se e não teve muito tempo para pensar em seu novo nome. O sono venceu-o.

Na manhã seguinte deram-lhe pão torrado e um copo de leite quente. Voltando para a rua, o menino andou de um lado para outro, pensando no enigma da senha. Distraindo-se, foi atropelado por um carro e recolhido a um hospital, em estado inconsciente.

Em seu delírio só repetia João 3:16. Quando melhorou o seu vizinho de leito perguntou-lhe:

       Como vai, João 3:16?

       Como é que o senhor me conhece?

       Você está repetindo o seu nome desde que aqui chegou... Sabe de onde vem o seu nome?

       Não senhor . . . É da Bíblia.

       Leia a Bíblia para mim.

Quando ouviu a leitura de S. João 3 versículo 16, disse:

       É sobre amor, e fala não de uma noite de conforto, mas de vida para sempre...

E João 3:16 foi-lhe a porta de uma nova vida. Fez amizade com pessoas de bem, estudou, tornou-se homem reto e bom.

Cristo veio ao mundo para que "todo aquele que nEle crê não pereça".

 

A  VERDADE

 

Um célebre pintor francês de nome Doré perdeu, certa vez, o seu passaporte e foi por isso retido quando pretendia passar a fronteira. Toda a sua insistência em afirmar que era realmente o pintor Doré de nada lhe valeu. O guarda exigiu que apresentasse provas de sua identidade. "Vocês têm aqui um papel e um lápis. Pintarei um quadro."

Doré esboçou então em poucos traços, um quadro dos arredores e só este esboço bastou para afastar do guarda todas as dúvidas a respeito da identidade do pintor. "Pode passar porque realmente só Doré é capaz de fazer o que você acabou de fazer. Você é Doré. Reconheço-o como tal."

De igual maneira com aquele que se diz discípulo de Cristo. A verdade o livrará em qualquer emergência. Amando-a e praticando-a, será ela o seu passaporte.

Façamos, portanto, da verdade base do nosso caráter, selo do nosso ser, rótulo da nossa individualidade e característico das nossas condutas pública e privada, praticando-a efetivamente, por paixão e por hábito, em todos os momentos da nossa vida. Assim, ela será uma bênção para nós e uma estrela, que reluza no aquém e no além-túmulo, assinalando o nosso quilate de homem e nosso valor como filho de Deus. O indivíduo que a ama e pratica torna-se inatacável, e aquele que erra encontra nela a única tábua de salvação, quando a abraça imediatamente. "E conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará" – disse Jesus (João 8:32).

 

A  VISÃO  DO  PREGADOR

 

Há uma lenda que reza o seguinte: Procedente de um montão de material que sobrara de uma construção e fora deixado como escombro, ouviu-se uma voz que clamava: "Glória! Glória!"

Um transeunte atraído por aquelas exclamações de júbilo deteve-se no caminho para saber o que se passava. Notou, então, que a voz provinha de um pedaço de mármore meio coberto com terra.

Disse-lhe o transeunte:

       Por que você está se regozijando? Por certo não é muito honroso para você estar aí nesse montão de escombro.

       Não – disse o mármore – não é nada honroso agora, mas Miguel Ângelo passou por aqui e o ouvi dizer: "Há um anjo nessa pedra." Foi buscar o cinzel e a marra e voltará para esculpir-me e fazer de mim um anjo.

A pedra novamente em êxtase gritou: "Glória! Glória!"

A humanidade assemelha-se a um pedaço de mármore no montão de escombro quebrado, imundo, e sem valor. Mas o grande Escultor viu-a em tal estado e se admirou de que ninguém a procurasse levantar. Assim como Miguel viu um anjo naquela pedra, Deus vê a imagem de Seu Filho na vil humanidade. De outro modo, Cristo não se teria entregado por nós.

 

O  PODER  DO  EVANGELHO

 

Conta o célebre missionário Dr. Moffat que numa ocasião um chefe negro veio a seu encontro, lamentando dolorosamente.

       Que se passa com você? – perguntou o missionário.

       Ah! A! – gemia o negro.

       Vamos, homem, diga-me o que acontece, e não te lamentes tanto.

       Meu senhor, é que aqui vai acontecer outra coisa terrível – disse o negro.

       Mas que pode acontecer? Como?

       Meu cão para mais nada me vai servir.

       Por que não? – disse alarmado o Dr. Moffat, sabendo que a posse mais valiosa do indígena era o seu próprio cão.

       Porque foi ele quem comeu uma folha de minha Bíblia.

O Dr. Moffat ficou muito contente ao ver assim um sinal bem claro de que a Bíblia estava sendo apreciada. Mas suspeitava que este chefe tinha algo mais a dizer-lhe e não se enganou.

       Isto não lhe fará mal, respondeu o missionário. Tem aparência de estar enfermo?

       Mas já não me servirá para nada. Comeu as palavras da Bíblia e agora ficará tão manso que não se atirará mais sobre os ladrões.

O missionário compreendeu então que o negro não se preocupava tanto pela perda da folha da Bíblia como pela perda do cão.

O negro tinha observado os efeitos produzidos pela Bíblia na vida de seu povo. Muitos homens violentos, intrigantes e ladrões, tinham-se tornado humildes, pacíficos e bondosos. Estava contente, satisfeito de que seus súditos experimentaram semelhante mudança pelo poder do Evangelho. Mas não queria tal mudança para seu cão. Temia que por ele ter engolido uma folha da Bíblia, nele se fizessem sentir os mesmos efeitos.

– Por teu cão ter engolido uma folha da Bíblia disse o pastor – isto não lhe trará mal nem bem.

Meu desejo, amigo, é que você receba em seu coração as verdades do Evangelho, para que alimente sua alma e seja fortalecido.

Isto é o que Jeremias expressa ao dizer: "Achando tuas palavras logo as comi; e, tua palavra foi para mim gozo e alegria do meu coração. – Jer. 15:16. – J.R.C.

 

O  COLPORTOR  E  O  ASNO

 

Em um hotel, conversavam alguns jovens mundanos que se orgulhavam de seu saber, quando se aproximou um colportor e lhes ofereceu uma Bíblia. Os jovens, depois de zombarem dele, disseram:  

"Você não é de todo ignorante e, parece que você tem estudado alguma coisa; supomos que responderá à nossa pergunta e confessará a verdade. Diga: Você pode crer que uma jumenta tenha podido falar com um homem, como diz a Bíblia, como fez a jumenta de Balaão?"

O colportor com toda calma e firmeza respondeu: "Como não vou crer que uma jumenta tenha falado como homem, se em pleno século XX os homens falam como jumentas?" – D.H.